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Em jornadas muitas vezes, em perigos de rios, em perigos
de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos
entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto,
em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos
(II Coríntios 11.26)."
E
a crise chegou: no campo e na cidade, rápida e grave!
Algumas empresas estão preparadas para conviver com
ela; entretanto, a maioria expressiva está desorientada
e perplexa. O quê fazer? Como reagir a ela? Que prioridades
adotar?
Toda
a crise requer da diretoria visão e postura adequadas,
seguidas de atitudes apropriadas, segundo as circunstâncias.
Qualquer que seja sua atividade econômica, gostaria
de propor-lhe alguns "remédios", objetivando
minimizar seus efeitos maléficos e, adicionalmente,
conceder-lhe um certo fôlego, para uma boa re-estruturação
interna:
1
- Plano Emergencial. Toda organização
deve ter um plano emergencial para enfrentar os momentos
de crise. Quanto maior ela for, mais drásticas e
profundas, mais doloridas e imediatas deverão ser
as providências corretivas. Lance novos produtos e/ou
serviços, implemente uma estratégia alternativa
para conquistar novos mercados, crie novos canais de distribuição
e venda;
2
- Custos Fixos x Variáveis. No nosso país,
ao contrário das nações desenvolvidas,
ainda não existe uma preocupação, por
parte dos administradores, em estabelecer um limite máximo
para o tamanho da administração (ou seja,
dos custos fixos em relação às receitas).
Isto é gravíssimo, podendo ser mortal! Como
conseqüência, muitas organizações
mantém custos fixos exorbitantes e, por isso mesmo,
irão requerer ajustes ainda mais profundos;
3
- Performance. A maioria dos problemas empresariais
é provocada pela baixa performance funcional. Portanto,
aproveite a oportunidade para sanar este problema;
4
- Decisões, Rapidez e Austeridade. Tome decisões
acertadas e implemente-as com rapidez. Seja objetivo e criterioso
no processo de ajustes, partindo sempre dos valores mais
expressivos. Tudo o que não for essencial aos negócios
deve ser descontinuado. Utilize também os remédios
tradicionais (redução da jornada e dos salários,
dos níveis hierárquicos e prestadores de serviço,
de férias coletivas, agrupe departamentos bem como
áreas); e
5
- Reservas. Grandes corporações costumam
manter uma reserva financeira, para os momentos de turbulência,
equivalente a 100% dos custos fixos anuais, e um seguro
contra lucros cessantes. Crédito bancário
não é reserva, porque na hora da crise ele
desaparece! A propósito, o nível de suas reservas
financeiras livres cobre quantos meses de custo fixo?
Concluindo:
Bem-vinda a crise porque ela elimina do mercado os incapazes,
dá oportunidade aos ousados e valoriza os competentes.
Como diz o texto acima, os perigos fazem parte da jornada
e, ainda que graves, sempre possibilitam melhorias operacionais,
avanços mercadológicos e, por decorrência,
a sustentabilidade dos negócios. Eu creio nisso!
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