|
O
departamento de pessoal das empresas, basicamente envolvido
com a folha de pagamento dos funcionários, caminha
para uma merecida aposentadoria. Já prestou bons
serviços às empresas, mas chegou a hora e
a vez do novo, o mundo colaborativo.
Hoje,
o cenário da área de recursos humanos é
cada vez mais dominado pela tecnologia de ponta - portais
de internet, sistemas automatizados de fluxo de trabalho,
ensino à distância, marketing por correio eletrônico
e por aí afora. São tecnologias que procuram
auxiliar as organizações a melhor administrar
seus empregados.
Tudo
está baseado no conhecimento. "As empresas resolveram
investir no capital humano para aumentar a competitividade",
avalia Antônio Figueira Lellis, sócio-diretor
da Sunsiring, empresa na área de consultoria e implementação
de projetos de RH. É um conceito relativamente novo
no Brasil. Historicamente, acrescenta, o país nunca
foi bem atendido por soluções na área
de gestão de RH. Sempre privilegiou a parte financeira,
a área de manufatura, de distribuição,
enquanto o setor era relegado a segundo plano. "A preocupação
era o holerite", afirma.
Agora,
as empresas despertam para novas (e boas) práticas
em gestão de pessoas, conforme mostra estudo realizado
pela PricewaterhouseCoopers com mais de 100 empresas na
América Latina. "As empresas estão acordando
para o conceito de gestão de RH", insiste Lellis.
Evidentemente,
é um movimento liderado pelas grandes corporações,
mas as médias empresas, assinala, também estão
descobrindo as vantagens do conhecimento. "As companhias
que estão revendo processos com ferramentas de gestão
conseguem níveis de produtividade da ordem de 40%".
Recrutamento
digital e e-learning
O
impacto da tecnologia é positivo, principalmente
sob o aspecto de seleção de pessoal. "O
recrutamento eletrônico de candidatos traz ganhos
de custos e de tempo inestimáveis", conta Margareth
Naufal, sócia-diretora da Andrade Naufal Recursos
Humanos. De imediato, as empresas ganham mais tempo para
usar na inteligência do seu próprio negócio.
Os sites na internet, por sua vez, permitem o cadastramento
de currículos na base de dados da empresa, reduzindo
os arquivos em papel e facilitando o acesso imediato no
momento da escolha dos candidatos.
O
chamado e-learning - aprendizado à distância,
por meio da internet - é outra importante área
operacional e estratégica para educação
e treinamento dos empregados. Os benefícios são
freqüentes. Algumas empresas estão integrando
ferramentas de e-learning com programas de gerenciamento
de competências para estabelecer links entre a falta
de habilidades e a gestão da força de trabalho.
Se
na atividade de processamento de folhas de pagamentos e
outros benefícios do setor de RH o impacto da tecnologia
é implacável - quase a mesma coisa que representa
no setor de automação industrial - no lado
da gestão das pessoas a utilização
de ferramentas avançadas de computação
está impulsionando as empresas a valorizar cada vez
mais a competência. "É a meritrocacia,
de fato, porque a informação é poder
e está disponível de maneira mais fácil
e mais ágil. É a democratização
da informação", define André Sapoznik,
diretor geral da Incentive House, agência de marketing
de relacionamento pertencente ao Grupo Accor no Brasil,
responsável por trabalhos nas áreas de incentivo
e motivação de funcionários.
As
novas plataformas de computação disponíveis
nas áreas de RH das empresas, segundo Sapoznik, proporcionam
uma série de ganhos, especialmente ao conduzir a
processos de recursos humanos mais self-services. O que
isso significa? "Se uma empresa tem uma série
de benefícios para conceder aos funcionários,
ao invés de fazer de forma centralizada, executa
isso por meio de ferramentas como uma intranet. O programa
pode ser acessado pelos próprios empregados, que
escolhem o que lhes for mais conveniente no momento - se
vai querer ticket-refeição, ticket-alimentação,
assistência médica ou odontológica.
"A empresa dá uma cesta de pontos e o funcionário
escolhe o que faz mais sentido na ocasião, para sua
família, para seu modo de vida", explica o executivo.
Os
talentos nas empresas são hoje imprescindíveis,
os programas de retenção e motivação
das pessoas são cada vez mais freqüentes, os
planos de incentivo enfatizam treinamento, processos de
avaliação de competência e promoção
de cargos. Mas por que, muitas dessas iniciativas, conhecidas
há pelo menos uma década, ainda falham? "Por
falta de um efetivo comprometimento gerencial e porque estas
ações não estão integradas num
conjunto de iniciativas mais abrangentes, mais estruturadas,
das corporações", analisa Carlos Alberto
Caram, diretor executivo da Integrated System Diagnostics
Brasil (ISD-Brasil).
Segundo
Caram, é preciso que as empresas criem infra-estruturas
para melhoria da capacidade de trabalho de seus funcionários,
sistemas de melhoria da qualidade, implementadas de forma
gradual e contínua. "Numa organização
mais madura a capacidade de trabalho está relacionada
com o desempenho dos negócios e deve ser definida
em linha com os objetivos estratégicos da empresa".
Se
você tem interesse em incrementar a área de
RH da sua empresa, e confira como o GOLDWAY
Recursos Humanos pode ajudá-lo nessa tarefa.
| RH
online
Aspectos
de RH mais importantes no Brasil, segundo o
Estudo das Melhores Práticas e Estratégias
de Gestão de Pessoas, realizado pela
PricewaterhouseCoopers:
1.
Desenvolvimento de liderança
2. Mudança cultural organizacional
3. Gestão por competência
4. Aumento de produtividade no trabalho
5. Retenção
6. Programas de remuneração
e benefícios
7. Programa de treinamento e aprendizado
8. Redução do custo de
mão-de-obra
9. Gestão do conhecimento
10. Implementação de sistemas
|
|
|