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Business
cases são essenciais para boas decisões de
negócio e o sucesso de TI. Proporcionam
o alicerce para decisões embasadas sobre o que financiar,
o que cortar e como estabelecer prioridades de TI. Também
ajudam a definir expectativas corporativas ao apontar com
precisão os benefícios que resultam de novos
programas.
Muitas
organizações de TI resistem a business cases.
A desculpa usual é que dá muito trabalho criá-los.
Elaborar e usar business cases consomem tempo e esforço
significativos. Bruce J. Rogow, da Vivaldi Odyssey and Advisory,
estima que um business case abrangente responde
por 0,25% a 0,75% do custo de desenvolvimento total de um
projeto. Parece caro, mas sai muito mais barato do que ter
que fazer um grande cancelamento depois.
Algumas
organizações argumentam que business cases
não são aplicáveis às indústrias
onde atuam. Na verdade, business cases são cruciais
para todas as indústrias, incluindo governo e organizações
sem fins lucrativos. Todas as organizações
precisam de uma maneira consistente de avaliar investimentos
potenciais com base em dados e na razão, e não
apenas na paixão.
Algumas
diretrizes para obter os melhores resultados de seus business
cases:
Defina
um modelo. Cada um tem um formato de business case favorito.
Mas, se não houver um modelo corporativo único
obrigatório, torna-se difícil ou mesmo impossível
fazer comparações.
Atribua
responsabilidades apropriadamente. A área de
TI não deve preparar um business case sozinha. Uma
equipe multidisciplinar deve estabelecer objetivos, escopo,
pressuposições importantes e riscos do projeto.
O patrocinador executivo tem que quantificar os benefícios
do projeto. A área de finanças deve definir
custos padrões para cada atividade e cada recurso
de
TI (programador/hora, gigabyte/mês e assim por diante).
TI precisa definir a abordagem técnica, as exigências
de recursos, o cronograma e o custo.
Estime
os custos e benefícios com exatidão. Estimativas
precisas dependem de pesquisa detalhada, diretrizes padronizadas
e estrutura de custos consistente. Em um dos meus clientes,
dois grupos calculavam taxas horárias de maneira
diferente. Um grupo simplesmente dividia os salários
dos programadores por 2.080 horas de trabalho/ano. O segundo
grupo juntava salário, benefícios e custos
de ocupação e depois dividia por 1.700 horas
produtivas. Isso resultava em números mais exatos,
porém mais altos. Aparentemente, o primeiro grupo
podia executar seus projetos com menos gastos, mas não
era real.
Centralize
o processo de avaliação. Os CIOs precisam
de consenso e apoio de outros
executivos para estabelecer prioridades de TI. Isso tem
que vir de um grupo executivo centralizado. Surpreendentemente,
muitas empresas não têm este grupo ou, pior
ainda, têm múltiplos grupos com responsabilidades
sobrepostas ou conflitantes.
Custeie
todos os projetos a partir de um pool único de capital.
Muitas empresas fazem distinção entre "capital
de TI" e "capital de fábrica e equipamento".
Empresas sofisticadas adotam a perspectiva dos acionistas
e alocam investimentos a partir de um pool único
de
capital, obrigando TI a disputar fundos com todos os outros
investimentos propostos.
Estabeleça processos de monitoramento. Uma auditoria
interna fornece uma avaliação
objetiva do progresso do programa durante o desenvolvimento
e a instalação. As
organizações têm que se dispor a cancelar
programas se eles saem muito dos trilhos.
Exija
responsabilidade pelos benefícios. Garanta que
os benefícios prometidos se concretizem. Benefícios
só podem ser usufruídos (ou até monitorados)
se houver alguém pessoalmente responsável.
Empresas inteligentes vinculam a remuneração
anual do
patrocinador executivo à oferta dos benefícios
prometidos.
Com
business cases abrangentes e precisos, sua empresa pode
fazer trade-offs embasados e acordar sobre prioridades de
TI. A maioria das empresas custeia toda a adequação
regulatória primeiro. Em seguida, geralmente elas
financiam programas com o retorno mais alto do capital investido.
(Existem exceções. De vez em quando, as empresas
optam por financiar programas de alto risco e remuneração
elevada. Organizações sem fins lucrativos
podem custear programas que promovem sua missão mesmo
que aumentem os custos.)
As
empresas usam abordagens diferentes para definir prioridades,
mas é crucial ter uma maneira consistente e claramente
compreendida de priorizar todos os investimentos propostos
e segui-la à risca.
Business
cases permitem que você compare projetos objetivamente
para poder executá-los na ordem que proporciona o
benefício máximo para a empresa. Use seus
business cases para tomar boas decisões que vão
resultar em sucesso corporativo.
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