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Empresas
gastam mais com inovação tecnológica,
revela pesquisa do IBGE
São
Paulo - Parcela do faturamento gasto com inovação
passou de 2,5% para 2,8%. Em dois anos, número de
empresas inovadoras cresceu 8,4%. O número de companhias
brasileiras que investem em inovação tecnológica
cresceu entre 2003 e 2005, assim como aumentou a parcela
da receita dessas companhias gasta em tecnologia.
Os
dados fazem parte da Pesquisa de Inovação
Tecnológica (Pintec) divulgada hoje pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo
a pesquisa, o número de empresas inovadoras cresceu
8,4% entre 2003 e 2005, último período apurado.
O total de companhias que fez inovação em
processo ou produto passou a 30.377 companhias.
Outras
2.418 companhias de serviços de alta intensidade
tecnológica pela primeira vez foram investigados
pela Pintec. Entre essas, o estudo detectou que 45,9% das
393 empresas de telecomunicações e 57,6% das
3,8 mil de informática realizaram inovações
em 2005.
De
acordo com os dados divulgados pelo IBGE, das 33 atividades
industriais observadas nos períodos 2001-2003 e 2003-2005,
nada menos do que 21 obtiveram aumento nas taxas de inovação.
Mas isso não impediu que a taxas de inovação
da indústria nos dois triênios, de 33,3% e
33,4%, respectivamente, ficasse praticamente no mesmo patamar.
No
conjunto das atividades que se retraíram, a maioria
foi constituída pelas que concentram forte presença
de empresas de menor porte (10 a 49 empregados). Este é
o segmento que mais influi na média nacional, por
representar 79,4% do universo pesquisado. Os motivos alegados
para não investir foram os custos elevados e as condições
de mercado.
As
empresas industriais de médio porte (100 a 499 empregados)
tiveram os aumentos mais significativos nas taxas de inovação
entre os dois triênios, como mostra o estudo.
As
taxas continuaram crescentes, segundo o tamanho das empresas,
variando, no caso da taxa de inovação geral,
de 28,9% para as de 10 a 49 empregados, a 79,2% (500 pessoas
ou mais). A correlação entre tamanho e taxa
de inovação, tão elevada nas empresas
industriais, mostrou-se ligeiramente inferior nas de telecomunicações
e informática.
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