| Por que os executivos são os alvos prediletos de golpes na web |
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| Tecnologia |
| Qua, 28 de Julho de 2010 16:00 |
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Os profissionais em posição de liderança tendem a se mostrar desatentos para questões de segurança e convictos de estarem protegidos.
Existe hoje uma grande preocupação por parte dos profissionais que cuidam da segurança da informação com o uso das redes sociais no ambiente corporativo e com os golpes online. Mas, de acordo com o consultor de segurança e CIO da empresa Stratagem 1 Solutions, Jayson Street, os funcionários em geral não deveriam ser o cerne da preocupação, mas, sim, as iniciativas precisam ter foco nos altos executivos da organização. Street realiza estudos de penetração de golpes na internet e fornece treinamento para corrigir “os bugs humanos”. E ele aponta que os executivos com acesso a informações confidenciais representam os alvos prediletos dos criminosos online. “Precisamos de executivos atentos aos perigos”, afirma o especialista, que completa: “Ao saberem o que lhes pode acontecer, estarão aptos a evitar os riscos.” Seguem os quatro motivos que incentivam os golpistas a mirar nas caixas de entrada desses profissionais para aplicar os golpes. 1. Sentem-se acima das regras de segurança “Eles acham que o firewall serve para os outros, e que os bloqueios não devem ser aplicados em suas estações de trabalho”, explica. “Os executivos não querem ter o tráfego de suas máquinas filtrado, rastreado ou monitorado. Dessa maneira, saem da rota dos proxies, a única proteção com a qual contavam.” O fato é que esses executivos não são muito mais espertos quando o assunto é segurança, quando comparados aos funcionários “rasos”. E, pelo fato de serem executivos, o golpe é normalmente muito mais refinado e pessoal, dando a impressão de ser alguma mensagem oriunda de um remetente legítimo, apesar do anexo ser um arquivo danoso. 2. Acham que a TI dá conta de tudo Recentemente Street concluiu uma série de ensaios de penetração a mando de dois hotéis, obteve acesso aos servidores e enviou mensagens falsas fazendo-se passar pelo CEO da empresa responsável pelo suporte técnico do hotel. “Depois, perguntei por que motivo me haviam deixado entrar. A resposta era que o dono do hotel fazia isso o tempo todo. Que o proprietário passava e-mails desse tipo o tempo todo.” A questão que se apresenta é: o executivo, nesse caso o proprietário do hotel, não compreende que, ao agir dessa maneira (não tendo um sistema que verifique o remetente de mensagens eletrônicas), expõe toda a organização a um risco desnecessário, confiante de estar coberto pelo TI no caso de lago dar errado. 3. Tecnologia de ponta resolve qualquer problema “Quem, dentro da empresa, vai ter permissão de usar o iPhone mais recente ou poderá ter um iPad conectado à rede interna para receber e-mails?”, Street pergunta. E responde: os altos executivos. “Eles compram notebooks com sistemas não homologados, querem o laptop ultrafino e leve, capaz de executar determinadas tarefas”, diz. O problema é que esses dispositivos não passaram pelo crivo do TI nem foram configurados para acessar a rede de maneira segura. Frequentemente também têm a impressão de o departamento de TI já estar apto a lidar com as falhas intrínsecas às novas tecnologias – é onde se enganam. “Os executivos partem dos princípio de que “mais moderno” significa “mais seguro”, um ledo engano. Mesmo assim, insistem em conectar-se à rede em suas residências, e acabam confundindo os dois ambientes”, pontua Street. 4. A família ignora os riscos “Por que não infectar o computador da esposa e esperar que o executivo se conecte na mesma rede? O ambiente de rede doméstico é mais confiável que o corporativo e o firewall certamente está configurado para manter regras mais frouxas de bloqueio de tráfego. É a maneira mais prática de chegar ao executivo ”, ressalta. Segundo o analista, estar atento para o perigo desses golpes é importante, inclusive, para os membros da família – alvos fáceis para as ações criminosas. “Quando se trata de milhões de dólares e há a intenção de roubar segredos corporativos, ou de espionar as ações de concorrentes, o mais fácil é incluir todo mundo que está na rede de contatos do executivo-alvo”, finaliza Street. Por CSO / EUA |